Final de ano chega e é hora de refletir sobre o que andei consumindo nos últimos 12 meses. O resultado está resumidinho nesse post feito especialmente pra vocês. Certamente, tem muita coisa legal que eu deva assistir, ler, escutar ou conhecer mas que não vai estar no texto abaixo. É aí que você entra e me deixa um comentário, tuíte, mensagem no Face ou DM de Instagram! Basta me indicar coisa boa, que a gente reserva um tempinho de 2018 pra avaliar a dica e acessar o conteúdo. Boa leitura! =D


MINHA MÚSICA CHICLETE NACIONAL 2017
‘Mesmo sem Estar’, do Luan Santana com participação da Sandy

Poderia ser ‘Me Espera’, da Sandy com o Tiago Iorc ou ‘Trem Bala’, da Ana Vilela… Mas preciso confessar que a música que mais ficou grudada na cabeça e foi cantarolada repetidas vezes na hora do banho, com o fone de ouvido, tocada no violão e tudo mais foi essa daqui mesmo.

 


MINHA MÚSICA CHICLETE INTERNACIONAL
‘Shape of you’, do Ed Sheeran, e ‘Despacito’, do Luis Fonsi com Daddy Yankee

Nas oficinas com adolescentes, nos encontros do programa de incubação ‘Pense Grande’, nas web rádios que a gente deixa tocando enquanto trabalha, não teve jeito: as mais grudentas músicas internacionais foram essas. E não tem como tentar desempatar, pois as duas disputaram em pé de igualdade em todas as dimensões.


MELHOR VIDEOCLIPE AFROBRASILEIRO
‘Pesadão’, da Iza com Marcelo Falcão (d’O Rappa)

Achei muita ousadia a promoção desse encontro de uma figura que, pra mim, é uma revelação do afro pop brasileiro (a Iza) com esse baita representante do pop rock nacional! E é por essa coragem de misturar ingredientes e personalidades tão inusitados que o resultado final surpreende tanto.


VIDEOCLIPE DE BANDA OU CANTOR(A) INTERNACIONAL NEGRO(A)
‘That’s what I like’, do Bruno Mars

Com uma infinidade de possibilidades de recursos que as tecnologias audiovisuais e a linguagem cinematográfica proporcionam hoje, as mirabolâncias e mega efeitos especiais têm ganhado cada vez mais destaque nos videoclipes, que mais parecem superproduções de cinema. Sendo assim, atingir resultados com a simplicidade de elementos não é tarefa fácil pra ninguém. Nem para o Bruno Mars! Entretanto, o cara passa o videoclipe inteiro dançando e fazendo sua performance em frente à câmera e consegue segurar a barra mesmo assim. E as animações de rabiscos e ilustrações que interagem com ele dão um up muito legal! Pela capacidade de envolvimento do(a) espectador(a) mesmo com recursos não muito espalhafatórios e qualidade do que entrega, meu reconhecimento vai para esse videoclipe.


VIDEOCLIPE BRASILEIRO ‘FOFINHO’
‘Era uma vez’, de Kell Smith

Não bastasse a voz da cantora ser fofinha e muito agradável, a direção de arte e cenografia deste videoclipe fizeram ele ficar sensacional! Quase saem marshmallows, algodão doce e ursos de pelúcia da tela do PC ou do tablet quando a gente assiste ao vídeo. Quase uma loucura imaginar que um local já desgastado pelo tempo pode ficar tão enriquecido com pequenos toques de cor, plantas e composição fotográfica. Show!


VIDEOCLIPE INTERNACIONAL ‘FOFINHO’
There’s Nothing Holdin’ Me Back, do Shaw Mendes

Ele é todo clichezinho, mesclando cenas do casal se divertindo pelas ruas de Paris, pegando a estrada, andando de barco, andando de bicicleta, caminhando na praia, brigando e se reconciliando, vivendo momentos de profunda intimidade sem ninguém por perto mas com o plus de ser uma música altamente dançante e divertida. Nada de choro ou deprê. Consegue ser um clipe bonitinho com todos os elementos da típica jornada de aventura de um casal apaixonado com tomadas em cenários/ locações de tirar o fôlego. Não é à toa que coloquei nessa categoria. Um feijão com arroz de elementos românticos e fofinhos extremamente bem executado. Tem um ritmo tão bom que o videoclipe termina e você nem percebe que o tempo passou.

 


MELHOR CONTEÚDO EDUCACIONAL NO YOUTUBE
Série ‘Janelas da Inovação’, da FUNDAÇÃO Telefônica/ Vivo

São quase 40 episódios, com duração aproximada de 13 minutos, que mostram boas práticas de educação, mobilização social, arte e cultura em diferentes locais do país. Além de serem exibidos no canal Futura, as produções ficam hospedadas no canal de Youtube da Fundação Telefônica/ Vivo. O material, além de inspirar para que repliquemos iniciativas em nossa localidade de atuação também funciona como radar de inúmeras atividades incríveis que estão acontecendo em nosso país. Ajuda a não desanimar, mesmo com os retrocessos políticos, sociais e econômicos noticiados diariamente nos telejornais.

 


MELHOR REALITY SHOW DE TV ABERTA QUE ASSISTI
Bake Off Brasil: Mão na Massa (3ª temporada)

É incrível como a gente vai se identificando com os(as) competidores(as), observando suas condutas (ainda que essas sofram com a seleção feita pela edição ou sejam colocadas à prova por estratégias de ‘fabricação de tretas’ da produção). O programa tem uma convergência interessante com as redes sociais, promoveu os perfis de Instagram dos participantes e elenco de jurados e apresentadora, disponibiliza as receitas das provas criativas no site, além de deixar todos os episódios para acesso gratuito no canal de Youtube do SBT. Inclusive, os playlists com todos os episódios dessa temporada estão neste link. É só clicar e assistir!

Bake Off Brasil 930x330


MELHOR SÉRIE DE TV POR ASSINATURA QUE ASSISTI
Podem me bater, mas preciso dar este título a ‘American Horror Story: Cult’. Preciso adiantar que, dentre as sete temporadas de American Horror Story, reconheço que essa foi uma das menos empolgantes, ao lado de ‘American Horror Story: Roanoke’. Mesmo assim, é muito louvável que a direção tenha escolhido dar uma pausa no horror que flerta ou se embrenha com o sobrenatural para alertar sobre o horror paupável e atual vivido nos Estados Unidos com a eleição do presidente Donald Trump. Tratar do avanço do autoritarismo, nazifacismo e da instigação ao ódio e à violência neste ano foi mais que fundamental. E ter feito isso mesmo num contexto de outros interesses econômicos do show business e da indústria do entretenimento foi levado em conta para essa escolha, mesmo diante de várias produções fantásticas que 2017 nos proporcionou. No Brasil, American Horror Story é exibido no canal ‘Fox’, de TVs por assinatura.

AHS Cult
Foto: Frank Ockenfels/FX Networks


MELHOR SÉRIE ORIGINAL DE SERVIÇO DE VÍDEOS ON DEMMAND QUE ASSISTI
Sense 8 (2ª Temporada)

Black Mirror e Stranger Things estão no meu coração também, apesar de não ser um lugar seguro para se guardar essas séries, dados os problemas cardíacos que elas costumam gerar em quem as assiste… Entretanto, Sense 8 conseguiu manter o nível de integração entre diversos gêneros cinematográficos muito dosados, garantindo humor, muita ação, suspense e romance à série, sem que ela se perdesse ou decaísse em qualidade narrativa. O principal fator que me faz escolhê-la, contudo, são as mensagens de solidariedade, colaboração, empatia e amizade na construção de soluções e superação de desafios. As temporadas de Sense8 estão disponíveis para assinantes do Netflix.

sense8


MELHOR REVISTA IMPRESSA
Galileu, da Editora Abril

Diversas revistas e sites especializados em divulgação de ciência e tecnologia têm surgido e/ou se desenvolvido fortemente nas últimas duas décadas no Brasil, sobretudo com o advento das TICs e desenvolvimento da web 2.0 e 3.0.  Entretanto, mesmo com o fechamento de edições impressas de jornais e revistas, a Revista Galileu continua prestando um serviço singular na qualidade de seus conteúdos, pautas absolutamente pertinentes e abordagens plurais, dialogando com elementos da cultura pop, universo geek e simplificação do conhecimento científico. Abaixo, tem a foto da primeira edição do ano, que jé chegou chutando a porta e trazendo uma discussão necessária. Mas a Super Interessante e a Mundo Estranho seguem no meu coração também. Tá tudo bem, gente. Hahah

IMG_9956
Foto: Diego Henrique da Silva


LIVRO IMPRESSO QUE MAIS ME ESTIMULOU A AGIR
‘Storytelling’, de Adilson Xavier (Ed. Best Business)

img_9949.jpg
Foto: Diego Henrique da Silva.


LIVRO COM PROPOSTA GRÁFICA MAIS INTERESSANTE
‘Do Cat: Como Agir?’ (Doutrina Social da Igreja Católica), da Editora Paulus

A Igreja tem produzido muitos documentos ao longo da sua história. Muitos deles, no entanto, tem grande importância para grupos ou ‘setores’ específicos da instituição. Outros, são de interesse de toda a comunidade católica, desde os leigos até o alto clero. A Doutrina Social da Igreja, no caso, ganhou uma edição ilustrada, comentada e cheia de entradas de leituras, com ricas fotografias e conteúdo editado especialmente para a juventude. Bonito de ver esse esforço de tomar os cuidados editoriais e gráficos para aproximar as juventudes da mensagem que se quer transmitir. Há diversos pontos que merecem discussão, críticas construtivas e reconstrução. Entretanto, o resultado é absolutamente agradável.

IMG_9960
Foto: Diego Henrique da Silva.
Anúncios