Oficina Hacker Político ABMP - por Diego Silva

1. Capacidade de readaptação
Estávamos preparando oficina para, aproximadamente, 25 adolescentes. No fim das contas, o público mais que dobrou! Foi preciso readaptar as estratégias pensadas anteriormente e fazer a atividade caber dentro do prazo que a gente tinha. E isso não foi algo ruim 🙂 #

2. Capacidade de articulação: importância do trabalho em rede
O evento era focado para magistrados, promotores de justiça e defensores públicos da infância e juventude. Mesmo assim, a organização do evento queria a participação de crianças, adolescentes e jovens. Daí eles acionaram a Monique, que aciono a Parafuso Educomunicação (coletivo do qual faço parte), que acabamos contribuindo com a divulgação do evento em nossas redes e levando meninos e meninas de diversos, coletivos, iniciativas sociais e escolas. Além disso, a FAS – Fundação de Ação Social de Curitiba também foi mobilizada e levaram uma baita gurizada tbm!

3. Representatividade sempre importa!
Como o perfil dos participantes da oficina foi um tanto quanto plural, com gente das mais diversas áreas, idades e segmentos (negros/as, brancos, mulheres, LGBTs, estudantes, profissionais liberais, servidores públicos entre outros) a convergência [e divergência] das ideias acaba seno bastante positiva! Ter consciência negra e reforçar a importância do recorte étnico-racial nas falas e diálogos que surgiram mostra que a negritude precisa se fazer representar nos diferentes espaços de diálogo sobre direitos humanos. E foi o que fizemos 😉

 

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4. Desafios de estimular o público
Muitas cabeças pensantes colocadas num mesmo espaço costuma gerar altos debates e isso é ótimo! E vai nos ajudando a compreender: a) como mediar situaçãoes em que adultos acabam tomando mais tempo de fala do que as crianças e adolescentes?; b) como gerir o tempo quando há tanta gente pra falar?; c) como respeitar o direito de fala do/a outro/a quando há tanto pra dizer e nem sempre há oportunidades de bater papo com um grupo tão heterogêneo como aquele? Enfim, a gente vai aprendendo a se virar e buscar soluções pra esses desafios que se impõem.

5. Preciso melhorar, sempre
Aprendi também que, cada vez mais, preciso me aprofundar em metodologias de participação e de oficinas educomunicativas para grandes grupos. As experiências com a ONG Ciranda e o Projeto de Formação e Articulação de Adolescentes para a Participação e o Controle Social foram muito enriquecedoras e se trabalhava com público médio de 50 adolescentes por encontro. Mas na oficina, tinham umas 70 pessoas ou mais!!! E não tem outro caminho: se capacitar e rocar conhecimento com quem já teve esses tipos de vivência é o que há.

Monique Evelle ABMP - por Diego Silva


A oficina que me refiro na lista de aprendizados acima foi realizada numa parceria entre ABMP – Associação dos Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e Juventude, Monique Evelle/ Desabafo Social e o coletivo Parafuso Educomunicação, com o tema ‘Hacker Político: Educomunicação e Violação de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes’. Foi realizada na quinta-feira passada (19/05/2016), durante o 26° Congresso da ABMP, em Curitiba (PR). Tem mais informações sobre o que rolou na oficina nesse post que fiz para o site da Renajoc – Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Comunicadores(as).

Texto e fotos: Diego Silva 😀

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