No fim das contas, a gente só aprende aquilo que a gente quer. No meu caso, a fórmula de Bhaskara ou o teorema de Pitágoras acabaram desafixados da memória. Junto com eles, se descolaram do meu cérebro praticamente todas as fórmulas de química e as de física também.

Não fiz por mal. Chega um momento da vida escolar em que a gente gostaria de ser um gênio, surpreendendo professores, a família e os amigos. Mas essa vontade costuma durar três ou cinco segundos: tempo suficiente para voltarmos à vida real.

Imagem: chico21net.devianart.com

A escola ideal, creio eu, não deveria ser um espaço delimitado. Haveria de ser o cosmo todo. A escola precisa ser todo o lugar onde a humanidade consiga chegar. Afinal, o aprendizado pode ocorrer em qualquer lugar. No chiqueiro mais insalubre ou até no maior palácio já erguido pela natureza ou construído pelas mãos do homem.

Os meios tradicionais de educação precisam ser questionados e transformados. Não digo que devam ser lapidados e transformados, pois só isso não seria suficiente. Tem que ser desconstruído e reconstruído. Entretanto, o mais legal disso tudo é que eu e você não precisamos sentar, cruzar os braços e esperar esse processo acontecer sozinho ou pela vontade de um terceiro. A cada instante, dentro do ônibus ou no carro, na praça ou em casa, no campo ou na cidade é tempo e lugar de aprender.

Aprofundando o assunto
Pra ampliar essa discussão, minha dica é assistir ao videodocumentário “Quanto sinto que já sei”, disponibilizado recentemente no Youtube para visualização pública. A obra mostra um pouco de metodologias de ensino alternativas existentes em diferentes lugares do Brasil, além de defender que “sair da caixa quadrada e sem graça” faz bem.

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